21/05/14

Educação


Há dias perguntaram-me se eu achava que os miúdos hoje estavam mais mal-educados. A resposta impulsiva é sim. E estão. Muito mal-educados. Mas não nos podemos deter aqui. Essa falta de educação tem origens e causas. E não estou a dizer que não há problema nenhum em que os miúdos sejam mal-educados ou que isso não faz nenhuma diferença. Faz, toda a diferença. Muito para além da asneira ou do palavrão, o mais grave (na minha opinião) é a forma como as pessoas se tratam umas às outras, aos gritos, recorrendo à humilhação, ignorando, desrespeitando-se (primeiro a si e depois ao outro). Olhemos à nossa volta. Ouçamos a forma como as pessoas, de forma geral, falam (ou não) umas com as outras. Basta ir na rua (ou no meu caso ter a janela da varanda aberta...) ou até percorrer o facebook ou outras páginas onde as pessoas deixam comentários de extrema falta de educação. Estou a falar de adultos. Muitos deles pais. Muitos com responsabilidades educativas a vários níveis. Acima de tudo, há uma falta de respeito crescente pelo outro, com reflexos evidentes na postura dos miúdos (que imitam e reproduzem o que ouvem e veem). Sim, estamos muito mais mal-educados. Isso deve-nos alertar e preocupar, a todos, e, mais do que isso, levar-nos a agir, pois cada um de nós tem a sua responsabilidade nesta matéria.


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