09/03/14

Dos sonhos


Toda a minha vida fui uma sonhadora. Continuo a ser e espero ser sempre. Lembro-me perfeitamente de vários sonhos que tinha quando era mais pequena e de como os fui perdendo, porque deixaram de fazer sentido à medida que cresci. Outros já concretizei e fui/sou feliz por isso. Mas lembro-me ainda mais dos que ainda hoje tenho, aqueles que mantive e pelos quais continuo a lutar. Faço aquilo que gosto, mas é uma escolha. E é uma escolha que exige muito, mas muito trabalho. E o trabalho não é apenas aquilo que é visível, é muito mais do que isso, é essencialmente tudo aquilo que é preciso fazer até haver algo visível. Ter sonhos é muito bom, inspira-nos, motiva-nos e dá-nos esperança, mas sem trabalho esses sonhos continuarão apenas a ser o que são. Aprendi por mim que nada nos vem ter às mãos, a não ser que trabalhemos muito para isso, e que o resultado do nosso esforço e dedicação muitas vezes só é compensado passados alguns anos e não no momento em que queremos tanto. Quando penso no que quero transmitir ao meu filho, é isto mesmo: venham os vendavais que vierem, quando trabalhamos, arregaçamos as mangas e vamos à luta com paixão, tudo acaba por correr bem. Ficarmos parados é que não.


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