27/03/14

Dar [e receber]


Acredito que o que fazemos e o que damos, um dia regressa a nós (muitas vezes de formas que não percebemos). É preciso estarmos muito atentos a esses sinais para os descortinarmos. E ter paciência (muita). Tanta que às vezes quase desanimamos. Também há esses momentos, em que tudo é não ou apenas silêncio. Mas com paciência e fé, muita fé, eis que chega um momento em que esse retorno chega. Pode ser tão imperceptível que, se não estivermos muito atentos, não nos damos conta. Pode chegar num sorriso, num e-mail de alguém que pensávamos já não se lembrar de nós, numa palavra de reconhecimento, num simples "bem-haja" ou num sim a algo que nos parecia impossível (ou pelo menos extremamente improvável). Paciência, fé e coerência. Não há receitas nem segredos. É sermos nós e continuarmos (sempre) a acreditar.


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