08/02/14

Ouvir os miúdos


Nos meus cursos, quer com professores, quer com pais, uma das sugestões que costumo partilhar é extremamente simples, mas surpreende-me sempre a reação, ora de espanto ("como é que não me lembrei disto antes?"), ora de dúvida ("mas o que é que os miúdos têm para dizer?"). Ouvimos pouco os miúdos, seja na escola, seja em casa. Não há nada mais simples e mais eficaz. A questão é que muitas vezes andamos tão centrados no acessório que o mais simples nos escapa. Quantas vezes é desenhado um projeto para uma escola, para os alunos, e eles não são envolvidos no processo? Quantas vezes os pais planeiam as férias e não perguntam aos mais novos o que gostavam de fazer juntos, em família? Os miúdos sabem e sentem muitas coisas que é bom ouvirmos. É fascinante entrarmos no mundo deles e simplesmente ouvi-los. Podemos aprender tanto com eles! Sobre eles, sobre nós, sobre a vida. Lembra-se quando era mais pequeno e ninguém o ouvia? Pense que agora é o adulto que não ouve. Ou melhor, que pode ouvir. Está nas suas mãos agora, como crescido que é (que coisa tão importante!), dar esse espaço para ouvir o que aqueles que são agora miúdos têm para dizer.

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