16/02/14

Educação Sexual na Escola


Esta semana estive numa escola, com cerca de 200 alunos, a conversar sobre sexualidade, amor e namoro. Infelizmente, a Educação Sexual voltou a (quase) desaparecer das escolas, ficando novamente circunscrita a alguma atividades pontuais que algumas escolas se esforçam por desenvolver, como foi este o caso. Fiquei a pensar nas questões que de jovens de 15/16/17 anos colocaram no final, de forma anónima, num papel. Ouço muitas vezes os pais e os professores, os adultos de uma forma geral, dizerem que estes miúdos hoje em dia "já sabem tudo", "nascem com a escola toda" e outros comentários semelhantes. A verdade é que não sabem. Ter acesso a muita informação, como é um facto que têm atualmente, não significa necessariamente que a consigam assimilar e transformá-la em conhecimento, pelo menos não sozinhos, sem o suporte fundamental de um adulto de referência, que esteja presente, atento e disponível, sem julgar ou criticar, mas que aceite, entenda e valorize as dúvidas próprias da idade e que, apesar de tanto ter mudado, continuam a ser transversais às diferentes gerações.
Muitas destas questões surpreendem-nos, até a mim própria, confesso, pela sua inocência, mas também por muitos mitos que ainda persistem e que às vezes pensamos já não ser possível ainda existirem. Mas existem. E é bom que as ouçamos e sejamos capazes de nos sentar ao lado deles, respondendo-lhes de forma honesta e clara. É importante não ridicularizar as perguntas deles, por muito que nos pareçam disparatadas ou provocatórias. Todas as dúvidas são importantes, sobretudo no que diz respeito à sexualidade e aos riscos que a mesma comporta (para além de todos os aspetos maravilhosos, claro). Às vezes, só esta atitude faz a diferença.

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