06/02/14

Do virtual ao real


O Facebook fez 10 anos e muito se tem escrito sobre o assunto. Amada por uns, odiada por outros, não podemos negar que esta rede social revolucionou a forma como hoje se comunica. A verdade é que ninguém lhe fica indiferente. Acompanho alguns blogues, também estou no Facebook, e reparo que muitas vezes há comentários bastante negativos em relação àquilo que as pessoas consideram que é irreal, ou seja, transmitir apenas o cor-de-rosa e o positivo da vida. Mas o contrário também acontece. Também há quem utilize as redes sociais para destilar veneno por tudo e por nada e contra tudo e todos. No fundo, são extremos. A vida também é feita disso. De extremos. Quer queiramos quer não, a internet, de uma forma geral, é o reflexo da sociedade em que vivemos. Há quem esconda a dor e faça de conta que a vida é perfeita, há quem viva uma vida que não a sua, há quem se preocupe mais em criticar os outros do que em contribuir para a mudança, há quem partilhe mensagens inspiradoras porque acredita que alguém do outro lado pode sorrir quando as receber. Há de tudo. E essa é a realidade. Ouvir, olhar, aceitar, procurar entender. Verbos em desuso, ações que fazem tanta falta, na vida real e na virtual (conceitos discutíveis, porque se misturam - qual é a real, qual é a virtual, afinal?...).

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