07/02/14

Abrandar


Tudo hoje corre depressa demais. É consensual esta ideia. Andamos sempre a pedir mais horas para o dia, para conseguirmos fazer ainda mais coisas do que as imensas que já fazemos. Quando nos pedem algo, é para ontem ou para daqui a cinco minutos. Não raras vezes, somos interrompidos enquanto estamos a beber um chá ou a almoçar, e acabamos por deixar para trás este momento de descanso e de retempero de energias. No mundo atual, ou fazemos todos tudo ao mesmo ritmo frenético, ou ficamos para trás. É esta a ideia que encontro muitas vezes enraizada, já como uma crença, o que faz com que as pessoas continuem cada vez mais a acelerar, mesmo que não seja esse o seu ritmo, mesmo que estejam insatisfeitas. Abrande! Não temos todo o mesmo ritmo. E isso não tem mal nenhum! Recorde-se que é preciso tempo para algumas coisas acontecerem e que o imediatismo muitas vezes provoca superficialidade. Dê tempo a si próprio. Não importa o ritmo, importa a ação. Pergunte a si próprio: o que é mais importante para mim? Agir de acordo com a resposta que encontrar vai aumentar a sua satisfação e o seu bem-estar.


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