16/12/13

Fazer. Ou não fazer.


"Já experimentou?" - pergunto muitas vezes. "Ah, mas isso é muito difícil, mas isso é impossível, mas isso nem pensar, comiam-me vivo, iam dizer que estava a querer ser melhor que os outros, isto e aquilo...". Tantas desculpas. Tantos supostos motivos para simplesmente não fazer. Digo simplesmente porque é muito mais simples não fazer e ficar parado a criticar. Não sei se será mais fácil, mais feliz acredito que não seja. E depois quem faz... É porque "tem sorte, assim também eu, tem amigos, não tem a quantidade de coisas que eu tenho para fazer, não sabe o que é a vida...". Os nossos juízos de valor são uma coisa fantástica. Aquilo que somos capazes de criar para nos desresponsabilizarmos e para não reconhecermos o esforço do outro é incrível. E não estou a ser irónica, estou mesmo a ser sincera. Muitas vezes olho à minha volta, como cidadã, e sinto uma inércia que me dói. Vejo pessoas que são levadas pela corrente, sem qualquer ação. E isso dói, mesmo. É triste. Independentemente do motivo, é triste. Não consigo não fazer. Pouco ou mal, com muitas dificuldades, mas não consigo. É por isso que me foco no que, apesar de tudo, tantas pessoas fazem. Arriscam. Quebram barreiras. Desatam nós. Desafiam a massa. Ousam ser diferentes. Ainda há dias dizia a uma colega que é uma opção minha, neste momento, reunir à minha volta pessoas assim, que acreditam, que são inspiradoras, que sorriem, que fazem coisas bonitas. Não é que não tenham medos ou obstáculos ou dificuldades, mas acreditam que só fazendo algo o mundo tem sentido e podem ser e fazer os outros mais felizes. E que bom que é encontrar pessoas assim!

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